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Biografia de uma Anônima: Sexo, drogas e metal ruim

Biografia de uma Anônima

Monday, January 15, 2007

Sexo, drogas e metal ruim

Ainda em 1999 eu voltei à praça do DI, onde eu havia conhecido alguns amigos da Daniela e da Gabriela. Era uma praça bem próxima da casa dos meus avós, onde os roqueirinho mequetrefes se encontravam para beber, se drogar e conversar. Comecei a matar muitas aulas para ir para lá no período da tarde. Nessa época, meu avô sempre me dava R$3,00 para eu pegar lotação até o colégio (eu tinha uma enorme preguiça de andar, principalmente sob o Sol de meio-dia). Geralmente esse dinheiro era usado para comprar bebidas. Certa vez, estava com uma das garotas q a Daniela me apresentou quando ela cumprimentou um garoto q vinha passando por nós. Ele era incrivelmente extraordinário. A pele muito branca, os cabelos lisos e pretos na altura do queixo e, o q mais me causou euforia, usava toneladas de delineador preto borrado nos olhos. Perguntei à menina quem ele era e ela só respondeu "um gótico". Puxei assunto com ele para saber o q ele ouvia (naquela época eu ouvia New Metal, o q não era um motivo de orgulho) e ele me recomendou Dead Can Dance, Mephisto Walz e Bauhaus. Ele estava só fazendo pose, pois o q ele de fato ouvia era Cradle of Filth e Dimmu Borgir (o q também não é nenhum motivo de orgulho, mas é certamente melhor do q New Metal). Naquele mesmo dia ele me emprestou uma fita com Cradle of Filth, Tristania e Theatre of Tragedy. Eu me deliciei o q se chamava de Gothic Metal (o gutural masculino com o lírico feminino). Logo voltamos a nos ver. Logo começamos a nos ver todos os dias. E logo eu me apaixonei por ele. Eduardo - esse era seu nome - era muito introspectivo e pessimista, o q me intrigava. Ele parecia nunca se soltar. No DI tinha uma sabedoria popular de q "um bêbado nunca mente". Então eu, munida de cortezano e vinho tinto da pior categoria, embebedei o Eduardo com a esperança de ele se soltar mais. E foi mais ou menos o q aconteceu. Eu, q não podia afirmar q estava sóbria, comecei a passar a ponta dos meus dedos ao longo de sua coluna. Ele se arrepiava e pedia q eu parasse, daquela forma sem convicção quando a última coisa q se quer é q a pessoa pare. Eu não parei, e acabamos nos beijando. Começamos a namorar, então. Eduardo e eu estávamos sempre no DI, sempre bêbados ou fumando maconha. Ele fumava cigarros convencionais e, embora ele fosse contra, eu costumava experimentar seus cigarros. Ele dizia para eu não tragar, pois eu "teria um prazer muito grande e me viciaria". E não me viciei, embora tivesse tragado. E, de fato, dava algum prazer. Mas eu, mais uma vez, esperava muito mais.

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